Cinco anos após sanção de lei, Pernambuco não tem previsão de ampliar Teste do Pezinho

Pernambuco continua sem previsão de concluir a ampliação da Triagem Neonatal, conhecida como “Teste do Pezinho”, cinco anos após a sanção da lei que determina a expansão do exame em todo o território nacional.
O Teste do Pezinho identifica doenças precocemente, o que favorece o tratamento rápido. Em 2021, foi sancionada a Lei nº 14.154, que prevê a ampliação do exame para o rastreio de até 50 doenças, entre elas a Atrofia Muscular Espinhal (AME) e Imunodeficiência Combinada Grave (SCID), enfermidades genéticas graves e raras que afetam o desenvolvimento infantil.
Países como Japão, Estados Unidos, Canadá e Ucrânia oferecem o exame ampliado nacionalmente. Segundo o Ministério da Saúde, os estados brasileiros têm autonomia para implementar o processo de expansão. Atualmente, apenas o Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul fazem a detecção ampliada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Em Pernambuco, o exame rastreia oito doenças incluídas no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).
A AME e a SCID continuam de fora do escopo, mas fazem parte da próxima fase de ampliação prevista na legislação. O investimento na triagem neonatal é importante para reduzir custos futuros com hospitalizações, reabilitação e cuidados de alta complexidade decorrentes de diagnósticos tardios.





