Existe um remédio contra o câncer que poucos conseguem pagar
Aprovado para uso contra ao menos 19 tipos de câncer, o remédio conhecido comercialmente como Keytruda (pembrolizumabe), da farmacêutica americana Merck Sharp & Dohme (MSD), é vendido no Brasil por mais de R$20 mil.
O alto valor da medicação faz com que muitas vezes ela seja inacessível para os que mais precisam não só em terras brasileiras, mas no mundo todo.
Desde o seu lançamento, em 2014, quando foi aprovado pela primeira vez pela Administração de Alimentos e Drogas (do inglês, Food and Drug Administration) (FDA) dos Estados Unidos, o remédio já prolongou a vida de milhões de pessoas, em alguns casos transformando diagnósticos anteriormente fatais em doenças controláveis. Mas nem todos os pacientes oncológicos podem contar com esse “luxo”.
Uma investigação internacional conjunta publicada nesta segunda-feira (13/04) apontou que a MSD tem se utilizado de uma combinação de estratégias legais e comerciais para determinar quem tem acesso à medicação. Ou seja, a empresa decide, através de sistemas de preços, proteções de patentes e marcos regulatórios quem terá uma chance – ou não – na luta contra o câncer.
No Brasil, porém, pode ser que essa realidade mude em breve. No final de março deste ano, o governo brasileiro anunciou uma parceria estratégica para a produção do pembrolizumabe pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A ação prevê a transferência de tecnologia da MSD para o Instituto Butantan, fomentando a produção nacional do medicamento, o que deve permitir a ampliação da quantidade de tipos de câncer atendidos pelo tratamento na rede pública de saúde. Atualmente, o Keytruda só é receitado no tratamento de melanoma. No futuro, o medicamento pode vir a ser utilizado, também, contra os cânceres de mama, pulmão, esôfago e colo do útero.





