Saúde

Após câncer de pâncreas e recidiva, paciente com 5% de chance de cura chega a 8 anos sem doença detectável

Edgard de Luna foi diagnosticado  com  adenocarcinoma de pâncreas, considerado pela maioria dos especialistas o câncer de pior prognóstico entre os mais estudados. O pâncreas fica escondido no fundo do abdômen, sem estruturas que produzam sintomas precoces.

Quando a dor aparece, o tumor costuma já estar avançado —frequentemente inoperável, muitas vezes disseminado. A taxa de sobrevida em cinco anos, mesmo nos casos diagnosticados cedo e operados com sucesso, fica entre 30% e 50%. Nos casos avançados, cai para um dígito.

Depois de 3 meses de sintomas e passagens por vários médicos, a estratégia escolhida para combater a doença, primeiro foi a quimioterapia neoadjuvante —uma abordagem que tenta reduzir o tumor antes de tentar a cirurgia. O procedimento durou nove horas.

Dois meses depois apareceu uma lesão, próximo ao local da cirurgia, era o tumor novamente, ele precisou passar por um processo chamado de ablação por radiofrequência, com alguns dados de estudos japoneses em metástases hepáticas, mas pouco usada ali.

Hoje, cerca de oito anos após a ablação, Edgard não tem doença visível detectável.

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