Raquel Lyra e João Campos em novo ritmo na pré-campanha ao governo de Pernambuco

O fim da Copa do Mundo para o Brasil e o impedimento para inaugurações oficiais impuseram um freio de arrumação na pré-campanha, mas não desligaram os motores.
Se a legislação eleitoral confisca a caneta pública de Raquel Lyra (PSD), a governadora cuida para que a lei não paralise sua musculatura política.
Sem palanque para ordens de serviço, a gestora transfere as ações para o secretariado. Mas está em vigília e com o pé na estrada para fiscalizar o que já autorizou. O arsenal é pesado.
Raquel Lyra ostenta o alinhamento de 140 dos 184 prefeitos do estado, amarrados por um robusto pacote de R$ 2,6 bilhões em ações que mitigam queixas históricas, da torneira sem água às estradas sem asfalto.
Resta à governadora transmutar esse volume financeiro em dividendos eleitorais, enquanto corre contra o relógio para pacificar sua chapa majoritária e preencher as vagas do Senado e da vice – um quebra-cabeça que consome energia.
Do outro lado, João Campos (PSB) saboreia o paradoxo de uma disputa aparentemente emparelhada. Forte no reduto metropolitano, o prefeito do Recife joga com os cinco anos à frente da prefeitura.
Sua estratégia consiste em nacionalizar o debate da gestão, vendendo a tese de que o ritmo intenso da capital pode ser replicado no Palácio das Princesas.
O desafio reside em furar o bloqueio do front interiorano, onde as promessas de futuro esbarram no pragmatismo de prefeitos saciados pelo caixa estadual.
A partir de agora, a disputa testa a capacidade de conversão de cada narrativa.





