Papel higiênico com folha dupla, tripla e até quádrupla estão mais populares

O papel higiênico brasileiro está ganhando cada vez mais folhas – dupla, tripla, quádrupla. Segundo a Suzano, empresa-mãe de marcas como Neve, Max Pure, Mimo e Scala, a maciez é o grande diferencial para a decisão de compra de um produto dessa categoria.
A consultoria Nielsen apresentou dados da participação de mercado em volume de papéis higiênicos de folhas dupla, saltando de 67% em 2020 para 74% em 2022, e de folha tripla, que dobrou, de 3% para 6%. Já a fatia do papel de folha simples caiu de 32% para 20%.
Mas já parou para pensar se essa quantidade extra de folhas faz diferença para o encanamento? Na verdade, a recomendação oficial do governo brasileiro e concessionárias de saneamento é que não se deve descartar o papel higiênico no vaso sanitário, e sim despejá-lo no cestinho de lixo.
Isso é, em parte, devido à falta de preparo da infraestrutura de esgoto, mas, além disso, o Brasil não possui regulamentação que exija um desempenho mínimo de desintegração para venda de papel higiênico. Ou seja, o papel nacional não precisa seguir nenhum parâmetro que comprove que o produto consegue se despedaçar na água com facilidade, o que aumenta a chance de entupimentos.
No entanto, um rolo de papel higiênico com múltiplas folhas, feito para ser mais macio e confortável ao toque, não necessariamente vai ser pior para o encanamento do que um papel de folha simples.
Embora adicionar camadas fisicamente aumente a espessura e a resistência do papel (o que teoricamente pode dificultar a penetração da água), o número de folhas não é suficiente para prever se ele vai entupir o cano.





