Saúde

Alzheimer: caminhada simples ajuda a proteger o cérebro

Esquecer onde colocou as chaves ou demorar para recordar um nome pode acontecer em qualquer idade. Mas repetir frequentemente as mesmas perguntas, perder-se em trajetos conhecidos ou deixar de conseguir realizar tarefas habituais merece atenção.

Durante muito tempo, a demência foi tratada como consequência inevitável do envelhecimento. Hoje sabemos que essa ideia está errada. Envelhecer modifica o cérebro, mas perder progressivamente a autonomia não deve ser considerado “normal da idade”.

E uma das mensagens mais importantes da ciência atual é que aquilo que protege o coração também pode ajudar a proteger o cérebro.

A doença de Alzheimer é a causa mais frequente de demência, mas não é a única. Alterações vasculares, deficiências nutricionais, problemas de tireoide, depressão e efeitos de determinados medicamentos também podem produzir sintomas cognitivos. Por isso, perceber precocemente uma alteração de memória não significa antecipar uma sentença: significa abrir espaço para investigar suas causas, iniciar o cuidado e organizar o futuro.

Uma pesquisa publicada em 2025 acompanhou adultos cognitivamente saudáveis e encontrou associação entre maior número de passos e progressão mais lenta de alterações ligadas ao Alzheimer, especialmente entre aqueles que já apresentavam depósito cerebral de proteína beta-amiloide. Como foi um estudo observacional, ele não prova que caminhar tenha causado essa proteção, mas reforça a importância de combater o sedentarismo.

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