Liberação de emendas vira novo capítulo da disputa pelo Governo de Pernambuco

Com pouco menos de um mês para o fim do prazo permitido pela legislação eleitoral para a transferência de recursos, a execução das emendas parlamentares estaduais de 2026 se torna um novo personagem dentro da busca pelo Governo de Pernambuco . Entre emendas impositivas e transferências especiais, conhecidas como emendas Pix, estão previstos cerca de R$ 394 milhões para os 49 deputados estaduais, o equivalente a pouco mais de R$ 8 milhões por parlamentar.
A legislação impede que novos repasses sejam realizados a partir de 5 de julho, o que faz com que a corrida pela liberação dos recursos ocorra em plena reta final do período pré-eleitoral. Até agora, nenhum valor foi efetivamente pago neste ano, mas é esperado que o Governo do Estado busque acelerar a execução nas próximas semanas até o prazo.
O atraso se dá por uma sequência de fatores, como a aprovação tardia do Orçamento de 2026, que aconteceu somente em abril deste ano, além da análise técnica dos projetos e as novas exigências de transparência e rastreabilidade instituídas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O cenário levanta questões dos possíveis reflexos eleitorais da liberação de um volume tão expressivo de recursos às vésperas da campanha, para a governadora Raquel Lyra (PSD) que busca a reeleição e para deputados estaduais que também tentarão mais um mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Para o cientista político Hely Ferreira, a distribuição das emendas pode, sim, representar um fator de fortalecimento para grupos políticos que disputam a reeleição.





