Trajetória da bala, cena montada e ferimentos no pescoço levaram polícia a apontar feminicídio na morte da soldado da PM em SP
Para indiciar o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido da policial militar Gisele Alves Santana, por feminicídio e fraude processual, a Polícia Civil apontou dois dos 24 laudos da Polícia Técnico-Científica elaborados após a morte como decisivos para afastar a hipótese de suicídio.
O crime ocorreu há exato um mês, e foi registrado, inicialmente, como suicídio e depois passou a ser investigado como morte suspeita. O corpo da PM foi, então, exumado e passou por novos exames no dia 7 de março no Instituto Médico-Legal (IML) Central da capital, incluindo uma tomografia.
Na terça-feira (17), foi solicitada à Justiça a decretação da prisão do policial, com aval do Ministério Público de São Paulo. A Corregedoria da PM também pediu a prisão.
Por volta das 08h da manhã desta quarta (18), o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, foi preso no mesmo apartamento onde o crime aconteceu, em São Bernardo do Campo.
Exames analisados confirmaram que Gisele não estava grávida e também não foi dopada, e que também havia mais manchas de sangue da soldado, espalhadas por outros cômodos do apartamento onde ela morreu.





