Técnica brasileira inova cirurgia do câncer de próstata no SUS

O câncer de próstata é o tumor mais frequente entre homens no Brasil, excetuando-se os cânceres de pele não melanoma. Diante desse cenário, a busca por técnicas cirúrgicas eficazes, seguras e acessíveis torna-se um desafio estratégico para sistemas de saúde públicos e privados.
A prostatectomia radical — cirurgia que remove completamente a próstata com intenção curativa — evoluiu substancialmente nas últimas décadas. A evolução foi impulsionada por avanços tecnológicos e pelo refinamento do conhecimento anatômico. No entanto, a incorporação dessas inovações ainda ocorre de forma desigual entre países e instituições.
Atualmente, a AORP se apresenta como alternativa estratégica para países sem acesso ampliado à cirurgia robótica. Por utilizar apenas materiais tradicionais e dispensar equipamentos caros, a técnica pode democratizar o acesso a um padrão cirúrgico avançado.
Em serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), onde a robótica é exceção, a AORP representa um possível marco transformador.
Comparações recentes entre AORP e cirurgia robótica demonstraram tempos de internação semelhantes e recuperação funcional equivalente, mas com custo quase quatro vezes menor — descontada a aquisição da plataforma robótica.
Essa economia é particularmente relevante em hospitais públicos, que enfrentam orçamentos limitados e demanda crescente. Além de sua aplicabilidade prática, a AORP evidencia que inovação não depende exclusivamente de tecnologia avançada. Depende, sobretudo, de domínio anatômico, refinamento técnico e criatividade cirúrgica.
Com informações do G1





