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Nordeste amplia cultivo de algodão e desafia eixo Centro-Oeste

O cultivo do algodão vive um novo ciclo de expansão no Nordeste, impulsionado por investimentos públicos, inovação tecnológica e pela recuperação da cotonicultura em estados como Piauí e Maranhão. A região deve alcançar, em 2025, uma produção recorde de 942,7 mil toneladas, um aumento de 16,2% em relação ao ciclo anterior, segundo o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), órgão vinculado ao Banco do Nordeste. Esse resultado consolida o Nordeste como a segunda maior região produtora do país, atrás apenas do Centro-Oeste.

O Nordeste foi pioneiro na produção brasileira de algodão no século XVIII, com o estado do Maranhão liderando exportações para a Europa nos anos de 1760. No século XIX, o algodão já havia ultrapassando o açúcar e se tornado a principal cultura da região. Porém, na segunda metade do século XX, problemas como a praga do bicudo-do-algodoeiro e outras crises deslocaram a liderança para o Centro-Oeste brasileiro.

Nos últimos anos, Bahia, Piauí e Maranhão têm retomado o protagonismo no cultivo de algodão em larga escala, com uso intensivo de tecnologia e irrigação. Recentemente, o Ceará lançou o Programa Estadual de Revitalização da Cotonicultura, buscando reativar o cultivo familiar com sementes de qualidade e apoio técnico.

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