Justiça reduz de 34 anos para 6 anos pena de médico acusado de abusar de 10 pacientes em Caruaru

A 2ª Turma da 1ª Câmara Regional de Caruaru, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), reduziu em 28 anos a pena de prisão de um médico acusado de abusar de pacientes durante exames de ultrassonografia de natureza ginecológica e abdominal.
O radiologista Filipe Toledo Florêncio havia recebido uma pena de 34 anos e 2 meses de reclusão por violação sexual mediante fraude, além da perda do exercício profissional pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru, mas teve a pena reajustada na última quarta-feira (12) para seis meses e 22 dias de reclusão e suspensão temporária do exercício da medicina.
A denúncia acusa o médico de praticar atos libidinosos contra dez pacientes na Clínica Imagem Diagnósticos/Instituto Pernambucano (IP), em Caruaru, entre 2018 e 2021. Segundo o Ministério Público (MPPE), o radiologista acariciou seios, nádegas e genitália das vítimas, aproveitando-se da sua posição e sob o pretexto de procedimentos técnicos.
A denúncia acrescenta que ele chegou a realizar exame endovaginal em paciente virgem, além de proferir comentários e perguntas íntimas de cunho sexual.
No recurso, a defesa pediu a absolvição total de Filipe e, caso esta não fosse aceita, o redimensionamento da sentença.
Em seu voto, o desembargador relator da apelação destacou que as vítimas não se conheciam entre si e, ainda assim, descreveram condutas similares do radiologista.
