Exemplo

Do Cais ao Sertão: mulheres que inauguram um novo tempo na OAB Pernambuco

A advocacia pernambucana vive um momento histórico marcado por pioneirismos que se encontram e se reconhecem. Do Cais do Apolo, no Recife, ao Sertão do Pajeú, duas trajetórias femininas simbolizam um novo tempo de representatividade, liderança e interiorização da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco.

De um lado, Ingrid Zanella, primeira mulher a presidir a OAB Pernambuco em quase cem anos de história da instituição. Do outro, Hérica Nunes, primeira mulher eleita presidente da recém-criada Subseccional da OAB de São José do Egito, no Sertão do Pajeú — e eleita já no primeiro processo eleitoral da unidade, inaugurando uma gestão feminina desde a sua origem. O encontro registrado na imagem que acompanha esta matéria traduz mais do que uma agenda institucional. Ele simboliza a travessia histórica da advocacia pernambucana: do litoral ao interior profundo, da centralidade da capital à valorização efetiva das regiões sertanejas, da presença feminina como exceção à liderança feminina como realidade concreta.

A eleição de Ingrid Zanella representa a quebra de um ciclo histórico na condução da Seccional pernambucana, abrindo espaço para uma gestão que tem como marcas a escuta, a inclusão e o fortalecimento institucional. Já a eleição de Hérica Nunes, no Sertão do Pajeú, carrega um simbolismo ainda mais potente: em uma subseccional recém-instalada, a advocacia escolheu, desde o primeiro momento, uma mulher para conduzir seus rumos, consolidando um modelo de gestão plural, interiorizada e comprometida com a realidade local.

“Esse encontro representa mais do que duas presidentes. Representa a certeza de que a advocacia do interior não apenas participa da OAB, mas a constrói, a dirige e a projeta”, registra Hérica Nunes. Para ela, o momento reafirma que “o Sertão não é periferia institucional, mas parte viva, ativa e protagonista do sistema OAB”.

O pioneirismo que se estende do Cais ao Sertão dialoga diretamente com as diretrizes contemporâneas da advocacia brasileira, que valorizam diversidade, paridade de gênero e democratização dos espaços de poder. Ao mesmo tempo, reforça o compromisso da OAB Pernambuco com a interiorização real de suas políticas institucionais, reconhecendo trajetórias, histórias e lideranças que nascem fora da capital.

Neste primeiro ano de gestão, o registro entre Ingrid Zanella e Hérica Nunes entra para a história como símbolo de um ciclo que se inaugura: o de uma OAB mais feminina, mais interiorana e mais conectada com a pluralidade da advocacia pernambucana — do Cais ao Sertão.

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