Estudo

Conheça o ABC que facilita a alfabetização de crianças e sobrevive no Nordeste desde o Império

Desde a década de 1950, Luiz Gonzaga já cantava:
“Lá no meu sertão (…) têm que aprender um outro ABC
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê.”

O trecho faz parte da música “ABC do Sertão”, composta em parceria com carnaibano Zé Dantas, e fala de uma “variante” do abecedário em que algumas letras têm nomes diferentes.

Mas, apesar da idade e do nome da canção, esse ABC nem é do sertão e nem está tão esquecido quanto pode parecer.
Ainda hoje, o também chamado ABC do Nordeste é usado em alguns lugares do país. Inclusive, não é possível limitá-lo apenas ao Nordeste.

Além disso, apesar de ser menos conhecida, essa versão não é menos oficial. Muitos dicionários até apresentam os dois nomes para essas letras.

A variante também é muito utilizada em escolas no processo de alfabetização por ser considerada mais fácil, já que a lógica do nome das letras é semelhante ao das demais consoantes.

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