Absurdo

Adolescente que recebeu vídeo íntimo do pai se aproximou do homem no Dia dos Pais

A adolescente de 16 anos, que recebeu mensagens e um vídeo de cunho sexual do próprio pai, um advogado de 34 anos, em Inajá, no Sertão de Pernambuco, relatou em depoimento que voltou a conversar com ele no Dia dos Pais, em 10 de agosto. Até então, segundo ela, os dois não tinham proximidade.

Segundo a jovem, a reaproximação começou quando enviou uma mensagem para parabenizar o pai pela data. “Nos primeiros dias as conversas eram normais, sem qualquer teor sexual”, afirmou ela no inquérito policial. O advogado passou por audiência de custódia no dia 17 de agosto, foi liberado e cumpre algumas medidas protetivas relativas à lei Maria da Penha. De acordo com a Polícia Civil, ele é investigado por estupro de vulnerável.

O documento mostra que a mãe da adolescente morreu quando ela tinha dois anos, e desde então a menina foi criada pelos avós maternos. O pai chegou a reconhecê-la legalmente e pagava pensão de R$ 200 por mês, além de oferecer presentes em datas comemorativas. O reconhecimento da paternidade teria ocorrido por iniciativa do avô paterno. A data em que o reconhecimento foi realizado não foi divulgado.

De acordo com a adolescente, a aproximação durou apenas alguns dias, com conversas normais que teriam começado na terça-feira (13), até que o teor das mensagens mudou, com conteúdos de cunho sexual no sábado (16).

Segundo o inquérito, a menor teria bloqueado o pai e ligado para um primo e contado sobre a conversa. A tia, quando tomou conhecimento, orientou a jovem a desbloquear o advogado e tentar confirmar se a pessoa que mandava mensagens era mesmo o genitor.

Depois que o homem enviou um vídeo se masturbando para menina, a família procurou a polícia, e a denúncia foi formalizada na mesma data pela tia, que acompanhou a jovem até a delegacia e afirmou nunca ter tentado interferir na relação entre pai e filha até ver as mensagens.

A polícia informou que conseguiu junto à Justiça medidas protetivas contra o advogado, com base na Lei Maria da Penha. Diante disso, o suspeito não pode se aproximar da adolescente.

A vítima está recebendo acompanhamento da rede de proteção social do Município, incluindo o Conselho Tutelar.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil e tramita em segredo de Justiça.

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