Incêndio que destruiu prédio da UFPE afetou cerca de 200 teses e dissertações

Cerca de 200 dissertações e teses de pós-graduação foram prejudicadas pelo incêndio que destruiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), segundo a reitoria da instituição. Na quinta-feira (8), em visita ao local, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que as bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado dos pesquisadores afetados serão prorrogadas.
O incêndio atingiu um centro de pesquisas da área de informática e saúde na noite da quarta (7) e só foi controlado na madrugada do dia seguinte. A Polícia Federal investiga se a ação foi criminosa. O prejuízo estimado é de cerca de R$ 100 milhões, com a perda de 20 anos de estudos científicos.
O edifício de dois pavimentos abrigava centros de pesquisa nas áreas de educação física, biologia e biomedicina, como o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. Dentre os temas pesquisados no local estavam câncer, Covid-19, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
A professora e doutora em Educação Física Melissa Leandro Celestino foi ao local do incêndio na manhã de quinta-feira (8). Ela, que é servidora e pesquisadora da UFPE, desenvolvia com sua equipe pesquisas nas áreas de performance humana, comportamento motor, biomecânica, esportes, saúde, atividade física, TDAH e autismo.


