Mulher de Lito nega privilégio para obter remédio experimental e diz que quer orientar outras famílias

Mila Seidl, esposa do influenciador Lito Sousa, negou que a autorização para importar um medicamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob tenha sido resultado de um privilégio concedido ao marido. Ela afirmou que pretende explicar o procedimento seguido pela família para ajudar outros pacientes com doenças raras e sem alternativas de tratamento.
Em vídeos publicados nas redes sociais, Mila disse que o pedido seguiu as regras previstas para o uso compassivo de medicamentos e que os contatos com a farmacêutica foram feitos pela própria família, com a participação dos médicos de Lito.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na sexta-feira (4) a importação do ALN-6457, substância experimental produzida pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals.
O produto não possui registro comercial nem representante legal no Brasil e ainda está em estágio pré-clínico para o tratamento de doenças priônicas, sem estudos formalmente iniciados em seres humanos. Por isso, a importação foi autorizada em caráter excepcional.
O rito excepcional, porém, não significa que tenha sido criada uma regra específica para Lito. A autorização foi concedida dentro do mecanismo de uso compassivo, que permite a pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas o acesso a medicamentos ainda experimentais.
Segundo Mila, ela e os médicos que acompanham o influenciador reuniram exames, documentos científicos e informações fornecidas pela farmacêutica para fundamentar o pedido.





