Copa

Uniforme amarelo da seleção brasileira foi criado por jovem de 18 anos


O ano era 1953. O Brasil ainda amargava a derrota em casa em plena final de Copa do Mundo de 1950, no famoso Maracanaço. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD), hoje CBF, decidiu se livrar de tudo que remetesse à derrota para o Uruguai, inclusive a camisa branca usada pela seleção até então: a partir dali, o Brasil teria um novo uniforme.

Após a derrota, a CBD e o diário Correio da Manhã lançaram um concurso nacional para escolher a nova vestimenta brasileira. Dentre os modelos recebidos, o esboçado por um desenhista gaúcho de apenas 18 anos se destacou.
Assim, Aldyr Schlee se tornaria o “pai da Amarelinha”. Ele enviou ao periódico um modelo inovador para a época: uma camisa que levava um amarelo vivo com detalhes verdes na gola e nas mangas, um calção azul com detalhes em branco nas laterais e meias brancas com detalhes em verde e amarelo.

No ano seguinte, em 1954, enquanto as seleções se preparavam para a disputa do mundial de 1954, na Suíça, o Correio da Manhã estampava em sua manchete: “O NOVO UNIFORME DA SELEÇÃO: Reprodução exata das tonalidades e desenho do modelo vencedor do concurso patrocinado pela CBD e idealizado pelo ‘Correio da Manhã’”.

Nascido em Jaguarão, Schlee foi escritor, jornalista, desenhista e professor. Ele recebeu o prêmio Açorianos de Literatura, em 2011, na categoria narrativa longa com o romance “Don Frutos”. Neste ano, ele foi homenageado, junto com Lya Luft, pelo conjunto da obra.

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