Policial é investigado após reunião com vereadores sobre desvio de dinheiro público

A Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) instaurou uma investigação preliminar para apurar a conduta do policial civil flagrado em um carro com vereadores do município de Ipojuca, no Grande Recife. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) suspeita que o então comissário da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dintel) estaria sendo cooptado para monitorar o inquérito dos desvios milionários de emendas parlamentares autorizadas pela Câmara Municipal.
A investigação preliminar foi confirmada pela SDS à coluna Segurança. Na noite de 25 de novembro de 2025, o presidente da Câmara de Ipojuca, Flávio Henrique do Rêgo Souza, conhecido como Flávio do Cartório (PSD); o vice-presidente, Professor Eduardo (PSD); e o vereador Júlio Marinho (PP) foram flagrados com o policial no estacionamento do supermercado Mix Mateus, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife.
Na avaliação do MPPE, o encontro se tratava de uma “reunião clandestina”, com o objetivo de fazer o policial civil monitorar a investigação sobre os desvios milionários e frustrar o andamento do caso, conduzido pela Delegacia de Porto de Galinhas.
No momento do flagrante, ocorrido um dia antes da segunda fase da operação Alvitre, o presidente e o vice da Câmara de Ipojuca foram autuados por suspeita de lavagem de dinheiro. Na ocasião, a polícia indicou que eles estavam com uma sacola com mais de R$ 14 mil em dinheiro e com anotações de valores de possível esquema de “rachadinha“.
Na audiência de custódia, a Justiça decidiu pela liberdade provisória de ambos, mas Flávio permaneceu preso porque havia um mandado de prisão preventiva contra ele.





