Novo remédio contra Alzheimer desacelera a doença, mas não é cura

O novo medicamento Leqembi, aprovado pela Anvisa para o tratamento da doença de Alzheimer em estágio inicial, atua diretamente para desacelerar o avanço dos sintomas. Para três especialistas ouvidos pelo g1, da área de farmacologia e neurologia, a chegada do fármaco representa um marco histórico na abordagem terapêutica do Alzheimer, porque, ao contrário dos medicamentos disponíveis até então, ele não se limita a aliviar sintomas, mas atua sobre o mecanismo que leva à progressão da doença.
Ao mesmo tempo, os especialistas alertam que o tratamento tem custo elevado e só pode ser usado por pacientes que atendam a critérios específicos, como confirmação da presença de placas beta amiloide e acompanhamento médico contínuo.
Na prática, ele age contra a substância pegajosa que se acumula no cérebro de pessoas com Alzheimer, chamada beta-amiloide. O acúmulo dessas placas é uma das características definidoras da doença. Os anticorpos antiamiloide têm como objetivo reduzir a carga de amiloide no cérebro, impedindo a formação das placas associadas ao Alzheimer.





